21/11/2008 às 20:09:00h Processo de cassação de Waldez e Sarney não anda
Por
Chico Bruno
Na
noite de quinta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, o Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) iniciou a temporada de julgamento dos processos de cassação de
governadores eleitos em 2006.
O
primeiro a ser julgado pelo TSE foi o governador reeleito da Paraíba, Cássio
Cunha Lima (PSDB). O tribunal ratificou a sentença de 30 de julho de 2007
prolatada pelo TRE da Paraíba e confirmou a cassação do governador e do vice
José Lacerda Neto (DEM).
Cássio
levou uma goleada de sete votos à zero. Decisão unânime. Ele deve recorrer ao
TSE, mas fora do cargo, pois o recurso não tem efeito suspensivo.
Assumirá
o governo da Paraíba o segundo colocado nas eleições de 2006, o senador José
Maranhão (PMDB), tão logo seja publicado o acórdão da sentença no Diário da
Justiça. Maranhão perdeu as eleições por uma diferença de 2% dos votos.
Reeleito
em 2006, Cássio perdeu o mandato porque distribuiu dinheiro público a eleitores,
através de um programa assistencial.
Além
do já cassado Cássio Cunha Lima, existem mais sete governadores que podem perder
os mandatos em favor aos segundos colocados nas eleições de 2006.
Encontram-se
na mira do TSE os governadores de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), de
Roraima, José Anchieta Junior (PSDB), do Amapá, Waldez Góes (PDT), do Maranhão,
Jackson Lago (PDT), de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), de Sergipe, Marcelo
Deda (PT) e de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB).
O
processo de cassação do governador de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB), está no
TRE daquele estado aguardando julgamento.
A
totalidade dos processos pendentes no TSE tem a mesma motivação do que cassou o
mandato de Cássio: abuso do poder econômico, abuso do poder político e captação
ilícita de sufrágio, popularmente conhecida como compra de votos.
Portanto,
a tendência é a cassação de todos.
Entre
os governadores processados existe um que merece um registro mais alongado, pois
tem coisas do arco da velha.
No
agravo de instrumento 9275 contra a decisão contra decisão do Tribunal Regional
Eleitoral do Amapá (TRE-AP), que extinguiu a ação do partido contra o governador
reeleito do Amapá, Antônio Waldez Góes da Silva, o governador tem a ilustre
companhia do senador reeleito José Sarney.
O
recurso pede a cassação do registro das candidaturas e a inelegibilidade de
Waldez e Sarney por prática de abuso de poder político e econômico, haja vista
desrespeitaram a lei eleitoral ao fazerem uso de cadeia estadual de rádio e
televisão que transmitiu, ao vivo, a convenção regional do Partido do Movimento
Democrático Brasileiro (PMDB).
Com
certeza, nunca antes na história recente das eleições brasileiras, uma legenda
transmitiu ao vivo e a cores por uma cadeia estadual de rádio e televisão uma
convenção partidária para homologar candidaturas e coligações.
Só
a ousadia de Sarney pode ter permitido acontecimento dessa monta, assim como só
o prestigio do maranhense pode fazer com que o processo em que é pedida a
cassação do seu mandato ande a passos de jabuti.
Esse
processo está parado na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) desde dezembro de
2007. Em contrapartida o pedido de cassação contra o governador do Maranhão,
Jackson Lago, desafeto político de Sarney, impetrado pela coligação da candidata
derrotada Roseana Sarney foi recebido e despachado no mesmo dia.
O
andamento mostra que o processo contra Jackson foi recebido na PGE no dia 08 de
junho de 2007, às 12h38minh. E em apenas um minuto, às 12h39minh, a PGE
manifestou-se e em pouco mais de 30 minutos, já estava sendo recebido pela
Coordenadoria de Processamento (CPRO). Todo andamento no mesmo dia
08.
Já
o processo que pede a cassação de Waldez e Sarney impetrado pelo candidato
derrotado a vice-governador no Amapá, Joel Cilião, já foi duas vezes para a PGE.
Da primeira vez demorou 19 dias para ser despachado. Chegou dia 19 de outubro e
foi despachado no dia 07 de novembro. Na mesma data foi recebido e devolvido
pela CPRO para a PGE. E desde então permanece ali parado.
De
lá para cá, já se passou um ano, sem mais nenhuma movimentação. Enquanto o
processo contra o atual governador movido pelo grupo Sarney move-se quase que
diariamente.
Dos
sete processos com pedido de cassação do mandato do governador Waldez, dois
estão desde setembro em mãos do ministro Fernando
Gonçalves.
Quem
quiser comprovar basta acompanhar os processos no site do TSE.
Quem
sabe agora com a cassação de Cássio, a fila ande mais rápido.
21/11/2008 às 16:40:00h O país embrulhou pé com cabeça
(Giulio Sanmartini) A
inversão de valores que o governo do Partido dos Trabalhadores instalou no
Brasil não tem precedente em sua história. Lucia Hippolito faz vercom o brilhantismo que caracterizam seus
artigos, três exemplos dessa esdrúxula situação.
1
- “Cassado por corrupção, réu no STF como chefe da quadrilha do mensalão, José
Dirceu comemorava os gols do Brasil no estádio do Gama, confortavelmente
instalado na tribuna de honra, com direito a ar condicionado, comidinhas e
bebidinhas, além da companhia de ministros, governadores e até do
procurador-geral da República, que o denunciou.
Enquanto
isso, num “puxadinho”, espremido entre assessores de segundo e terceiro escalão,
estava o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), relator do processo contra José Dirceu
no Conselho de Ética da Câmara, que serviu de base para a cassação no
plenário.
2
– “Denunciado no STF por formação de quadrilha, falsificação de documento
público, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. Denunciado ainda por
quebra de sigilo funcional, prevaricação, quebras de sigilo bancário e
funcional, além de denunciação caluniosa, no caso da violação do sigilo bancário
do caseiro Francenildo, o deputado Antonio Palocci preside a Comissão Especial
que analisa a reforma tributária. Circula pelos salões, negocia com empresários,
banqueiros, governadores e ministros.
Enquanto
isso, o caseiro Francenildo, que mostrou ao Brasil inteiro que o então ministro
mentiu reiteradas vezes ao Congresso, à imprensa, à opinião pública, enfim, ao
país todo, o caseiro Francenildo continua desempregado, vivendo de bicos, sem
mulher, sem família, sem pouso certo.”
3
– “Responsáveis pela investigação e denúncia de uma das maiores e mais
espalhadas séries de crimes financeiros do país, com ramificações no
Legislativo, Executivo e Judiciário, o delegado da PF Protógenes Guimarães e o
juiz Fausto de Sanctis estão no momento, sob investigação da PF e do Conselho
Nacional de Justiça. Enquanto isso, o principal acusado, o banqueiro Daniel
Dantas, não consegue parar de rir, junto com seus advogados, que passam os dias
a desmoralizar o inquérito, graças, em grande parte, às trapalhadas e
impropriedades cometidas pelo próprio delegado.”
Difícil crer que em país realmente evoluído, sério e com legisladores e governantes responsáveis, possam ocorrer coisas como a que atualmente o país assiste na Câmara Federal.
Há décadas que parte do povo – o setor mais esclarecido,entenda-se bem – vem pedindo, suplicando, implorando até por uma reforma política que pudesse conferir ao setor um mínimo de seriedade. Não é por menos que as pesquisas revelam uma reação negativa aos políticos acima dos 80% dos eleitores. A maioria chega a se esquecer em quem votou.
Muitos eleitores mal sabem que, quando votam em alguém para legislador – deputado, vereador ou senador – na verdade está votando na legenda à qual pertence o candidato. Poucos se detém para saber os princípios daslegendas, uma vez que, passado algum tempo, grande parte dos componentes acabam sendo considerados “farinha do mesmo saco”.Siglas que se aliammisturando atéDemocracia com Comunismo, como houvesse algoem comum entre tais agrupamentos.
As reformas completas não vêm, especialmente por que a grande maioria dos legisladores não quer mudar o atual estado de coisas. Deputado é julgado, temcomprovada a fraude masacaba absolvido no plenário e logo é reeleito. Como pode isso acontecer? Pois acontece porque muitos eleitores não sabem em quem estão votando. As legendas somam os votos e os que se elegemnem sempre tiveram o número de votos para isso.Quem não se lembra da abominável“dança das cadeiras”, logo após a posse? Algo repugnante para o eleitor sério.
Mas algo vem acontecendo. Aos trancos e barrancos, a Justiça Eleitoral vem conseguindo mudanças. A mais recente foi a fidelidade partidária. Agora, quem abandona o partido, perde também o mandato. Já se nota hoje praticamente o fim da tristemente referida dança.
Mas, como nossos políticos não aprendem a mudar, o presidente da Câmara Federal (Arlindo Chinaglia – PT –SP), simplesmente se recusa a cumprir decisão judicial e se considera dono de um “poder”, como se fosse verdade. Enfrenta os ministros, chama-os para briga, e quer mostrar que na Câmara manda ele e pronto.
Está mais que na hora de políticos assim se afastarem definitivamente da atividade. O Brasil continua pedindo reformas baseadas em seriedade, coisa pequena entre eles. O deputado foi julgado, seus recursos negados e tem que ser cassado. E o mandato é do Partido e não dele.Mas o presidente não permite. Está acostumado com os “jeitinhos” que eles costumam usar num ambiente não muito limpo.
(*) Foto: Bandeiras na Praça dos Três poderes em Brasília.
(Giulio
Sanmartini) O
ministro da Justiça Tarso Genro, vem se revelando um incompetente confuso, onde
ele põe a mão vira bagunça, vejamos:
O
ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Felix
(foto), afirmou em carta destinada ao ministro da Justiça, Tarso Genro, que o
cumprimento pela Polícia Federal de mandados de busca e apreensão na Abin
(Agência Brasileira de Inteligência) "causou profunda estranheza" e "indignação"
e que o fato "desmoraliza" o órgão perante outros países.
Na
carta, Felix usa um tom duro para reclamar a Tarso, responsável pela Polícia
Federal, que só foi informado da ação "quase duas horas após a chegada" de
policiais federais na Abin e que o vazamento da investigação "revela falta de
cuidado na condução de um inquérito sigiloso, comportamento incompatível com a
seriedade do tema envolvendo uma agência que trabalha em benefício do Estado e
do Presidente da República".
As
correspondências, algumas sigilosas, trocadas por Tarso Genro e Jorge Felix,
além de ofícios encaminhados aos diretores da Abin, Wilson Trezza, e da PF, Luiz
Fernando Corrêa. As cartas são reveladoras do grau de animosidade entre a Abin e
a PF que se seguiu após a apreensão feita pela polícia.
A
ação, ocorrida no dia 5 e autorizada pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo,
foi solicitada pelo delegado Amaro Vieira Ferreira, responsável pela inquérito
da Corregedoria da PF que apura o vazamento de dados da Satiagraha.
(*)
Texto de apoio: Felipe Seligman e Lucas Ferraz
(Giulio Sanmartini) A
compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, que foi anunciada na quinta feira
(20), equilibra o "jogo" entre os grandes bancos do país, segundo avaliou o
ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele lembrou que, recentemente, o Itaú
anunciou sua fusão com o Unibanco e, com isso, criou a maior instituição
financeira não só do país, mas também da América Latina.
"É
bom porque equilibra o jogo entre os grandes bancos brasileiros. Aumenta a
competição. É bom que o BB e a Caixa tenham um poder de competição com os
grandes bancos brasileiros de modo a beneficiar os correntistas, os que tomam
crédito no mercado. Vimos que é importante, em um momento de crise financeira
como esse, termos bancos públicos fortes e importantes", disse
Mantega.
Segundo
ele, a aquisição também fortalece o Banco do Brasil, que passa a contar com mais
300 agências no estado de São Paulo, onde a instituição do governo federal tinha
uma "presença pequena".
Questionado
se o BB vai buscar recuperar a liderança de maior banco do país, perdida
justamente com a fusão do Itaú com o Unibanco, Mantega respondeu que o
importante é que a instituição financeira seja
"forte".
"Que
tenha um volume grande de crédito. [O BB] já tinha ativos de R$ 400 bilhões
e, com a Nossa Caixa, vai para mais de R$ 450 bilhões. É um banco
respeitável, que está entre os 20 maiores do mundo",
afirmou.
(*)
Foto: Serra, Lula e Mantega fechando o negócio
21/11/2008 às 12:50:00h A confusão da nata da informação
(Giulio Sanmartini) O
deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE – foto) entregou na quarta-feira (19) ao
presidente do STF, Gilmar Mendes, a gravação completa da reunião da Polícia
Federal em que o delegado Protógenes foi afastado das investigações da Operação
Satiagraha.
Na
gravação de cerca de três horas entre Protógenes e a cúpula da PF, que já havia
vazado para a imprensa, o delegado dá explicações a seus superiores sobre os
métodos utilizados na Satiagraha.
Jungmann
disse que Mendes ficou satisfeito ao receber a gravação. “Inicialmente, ele
agradeceu muito e, em segundo lugar, ele disse que iria distribuir para os
demais membros do Supremo Tribunal Federal”. Ele tomou a iniciativa de entregar
o material a Mendes por se tratar de assunto referente ao STF e porque a
gravação “reforça a suspeita de que ocorreu monitoramento clandestino do Supremo
e especificamente do presidente Gilmar Mendes”.
Em
entrevista coletiva após o encontro com o presidente do STF, Jungmann acusou a
Polícia Federal de ter realizado “duas operações Satiagraha.". “Há uma Operação
Sataiagraha conhecida, oficial, e uma outra operação clandestina, que escutou
indevidamente autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A
finalidade eu efetivamente desconheço, mas espero que os inquéritos que estão em
curso venham a esclarecer isso”, disse.
O
parlamentar destacou que tem indícios e a convicção de que houve uma Satiagraha
paralela. Ele acrescentou que a “Satiagraha 2” seria uma forma de acumular
material para 2010, para a sucessão presidencial. Questionado quem seria o
suposto beneficiado, ele disse não saber.
Estranhamente,
a Polícia Federal disse que não vai comentar as declarações do
deputado.
Uma criança muito pobre resolve escrever para Deus pedindo uma ajuda de R$ 100,00.
Faz a cartinha endereçada a Deus – endereço: Céu.
O carteiro sem saber o que fazer com ela mandou para Brasília.
No fim a carta acabou chegando a mão do Lula, esse apiedou-se com o pedido da criança e resolveu atende-lo.
Só que por ser uma criança de apenas 10 anos, colocou R$ 10,00 no envelope e devolveu para o menino.
Quando o garoto recebeu ficou muito feliz, agradeceu a Deus e aproveitou fazendo outra carta, que assim dizia:
- “Deus, muito obrigado por atender meu pedido, só que na próxima vez manda direto prá mim, porque quando passa por Brasília, eles ficam com a maior parte”.
O
saco do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Senado, transbordou e
por isso ele passou do discurso para a prática.
O
gesto de Garibaldi que foi considerado inusitado, não pode ser enquadrado por
essa expressão, pois o senador já vinha há muito tempo ameaçando
faze-lo.
Nem
tampouco é um desafio ao presidente Lula, como avaliaram alguns áulicos do
governo.
É
apenas o resultado de uma crônica anunciada desde a posse de Garibaldi, um
crítico contumaz do excesso de medidas provisórias baixadas por Lula, que
transformaram o Congresso Nacional num mero cartório.
O
presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), apenas cumpriu a ameaça que
ensaiava há tempos.
Garibaldi
sentiu que o momento era propício, pois as críticas a MP 446 vinham da oposição
e também da base aliada.
O
incentivo maior para devolver ao Palácio do Planalto, sem votação, a medida
provisória número 446, que renovou o certificado de entidades filantrópicas
suspeitas de irregularidades veio dos discursos dos senadores Pedro Simon
(PMDB-RS) e Flávio Arns (PT-PR).
Até
o líder do PMDB na Casa, senador Valdir Raupp (RO), não se fez de rogado e
criticou a edição da MP 446, principalmente por que existe um projeto tramitando
na Câmara sobre a questão.
Garibaldi
mediu meticulosamente todas as alternativas de seu ato, inclusive a
possibilidade do líder do Governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR) recorrer a CCJ
e ao Plenário. O que foi feito. Ele se baseou no parecer da consultoria do
Senado que considerou a MP 446 inconstitucional, pois isenta as instituições sem
verificar se preenchem os requisitos para manterem os certificados de
filantropia.
Ele
sabia que a Câmara dos Deputados, naquele exato momento, tentava aprovar a PEC
511/06, que modifica o rito das MPs, através de um substitutivo do relator do
deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), aprovado em abril na comissão especial.
Garibaldi
tinha consciência das dificuldades de aprovação da PEC 511/06, pois ela favorece
o Executivo, ao invés de resolver o trancamento da pauta das duas Casas do
Congresso.
A
proposta permite, por exemplo, que o Executivo edite MPs de créditos
suplementares e especiais, caso os projetos de lei de crédito suplementar e
especial enviados pelo governo não sejam aprovados em 75 dias. Se isso ocorrer o
governo poderá editar MPs com o mesmo conteúdo do projeto.
Além
disso, o texto de Picciani diz que as MPs irão para o primeiro item da pauta já
no 16º dia, num trancamento branco. Isso porque só um requerimento que tenha
maioria absoluta (257 deputados e 41 senadores) pode modificar essa situação.
Pela
legislação vigente o Congresso tem pelo menos uma janela de 45 dias para
apreciar uma MP, pelo texto de Picciani, terá apenas 15 dias.
O
pior é que foi criada no texto a possibilidade de o governo editar uma MP e
poder desistir da sua vigência nos primeiros 15 dias.
Tudo
isso pesou na decisão de Garibaldi.
O
ministro José Múcio (Relações Institucionais) reagiu dizendo o óbvio, que o ato
de Garibaldi tem cunho político.
Ora
bolas! Garibaldi tentou evitar o gesto. Solicitou a José Múcio e ao ministro
Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), onde foi formatada a MP, que o governo
revogasse a MP 446 e editasse outra com as correções consensuais, mas não foi
atendido, restando-lhe apenas a consumação do ato de demonstração de
independência do Congresso.
A
competência de Jucá, para desgosto de Ideli Salvatti, evitou que a MP perdesse a
eficácia, ao recorrer da decisão de Garibaldi à Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) que dará parecer sobre o recurso de Jucá, que depois ainda terá de
ser submetido ao plenário.
Nesse
episódio uma coisa não pode passar despercebida. A líder do PT, Ideli Salvatti
(SC) e seus liderados se calaram durante toda a discussão, com exceção do
senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que se posicionou contra a atitude de
Garibaldi e Flávio Arns que apoiou o ato do presidente do Congresso
Nacional.
Coube,
além de Jucá e Mercadante, aos senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Francisco
Dornelles (PP-RJ), Inácio Arruda (PC do B), Renato Casagrande (PSB-ES) e Gerson
Camata (PMDB-ES) defender o governo.
Aliás,
é bom frisar que o gesto de Garibaldi agradou aos peemedebistas de todas às
matizes, inclusive a turma de Sarney e Renan, que aproveitou o episódio para
mostrar ao presidente Lula que o Congresso Nacional tem mecanismos para
atormentar os seus dois últimos anos de governo.
Garibaldi
deu o lance, agora resta aguardar como vão se comportar os jogadores, inclusive
os áulicos de Lula.
21/11/2008 às 10:20:00h A falência da segurança brasileira
(Giulio Sanmartini) O
Brasil ocupou o primeiro lugar em mortes violentas no estudo comparativo entre
11 países realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). A
pesquisa foi divulgada em 19/11 e apontou, na análise da proporção estimada de
mortes por danos intencionais, que a violência foi a causa de 4,69% das mortes
ocorridas nos anos de 2002 a 2003.
Esse
índice é praticamente o dobro de todos os outros países pesquisados: África do
Sul, México, Argentina, Índia, China, Rússia, Espanha, Alemanha, Finlândia e
Estados Unidos.
-
Quando vemos as mortes causadas por danos intencionais, verificamos que o índice
no Brasil é praticamente o dobro de qualquer outro país. Não chega a ser o dobro
da África do Sul, um país que teve apartheid. A violência, segundo dados da
Organização Mundial de Saúde é algo que está produzindo uma verdadeira
destruição do ponto de vista da sociedade brasileira - avaliou o diretor do Ipea
no Centro Internacional de Pobreza, o pesquisador Milko Maltijascic.
Esse
dado refere-se à violência externa exclusivamente. Não inclui, por exemplo,
danos auto-imputados, ou seja, suicídio, que no Brasil, de acordo com dados da
OMS, representa um índice muito abaixo dos demais países. O índice também não
inclui as mortes no trânsito.
-
É a violência externa, ou seja, a violência de um contra o outro. O índice de
suicídio é baixo, ou seja, o brasileiro quer viver. Não está querendo se matar
não - definiu Maltijascic.
21/11/2008 às 09:40:00h Um novo paradigma nacional
Por
Ralph J. Hofmann
Os
três poderes do Brasil criaram um novo paradigma nacional. Pode ser resumido com
as seguintes cinco palavras:“Lei é
lei, ou não”. Por
este paradigma a constituição é um mero texto orientativo para os que quiserem
segui-la.
Ou
seja, caso o sujeito ache que sua sobrevivência ou a sua felicidade e a
felicidade dos seus não se enquadra com as intenções manifestadas na
constituição, o poder e os interesses próprios devem sobrepujar a constituição.
É
claro que a constituição, escrita após fazerem tábua rasa do passado, contribuiu
para isto. Em lugar de alterar itens que não se enquadravam na constituição dos
militares ou mesmo das que a antecederam, osconstituintes, na ânsia de mostrarem
serem melhores do que os que os haviam precedido jogaram a experiência dos
aproximadamente 100 anos anteriores e jogaram as várias constituições anteriores
no lixo e criaram uma constituição como se fossem três cegos descrevendo um
elefante. Um pegou a cauda e disse que o animal era parecido com um barbante
grosso,, outro pegou numa perna e disse que parecia um barril, e o terceiro
pegou na ponta da tromba e disse que parecia um braço coberto de uma roupa
áspera.
Mas
não importava mesmo o que fosse a constituição. Vide o PT que boicotou a
assinatura desta constituição e agora a considera quase perfeita.
Mas
o pior é que mesmo assim, os artigos da constituição e o conjunto das leis
brasileiras, no que tange a proteção dos fracos e oprimidos, exceto os mais
pobres por serem massa de manobra eleitoral, e os mais ricos por serem vitais
para qualquer projeto político, a constituição e o corpo de leis e instituições
de salvaguarda não estão em uso.
Portanto
o que vemos é um Ivo Cassol voltando ao poder, pessoas que desviaram dinheiro do
povo sentando à mesa do presidente após levar leves tapinhas nas mãos, medidas
provisórias não sendo sumariamente rejeitadas por não serem matéria urgentes
senão para a “Banda dos Sicofantas” também conhecida por Ministério, do
Èbrio-no-Poder, ocuparem o tempo do Congresso Nacional em grande parte
amplamente irrigado por recursos desviados de seus objetivos.
Exemplos
de impunidade como os que temos observado nos últimos cinco anos me levam a
fazer uma sugestão aos advogados criminalistas da nação.
Criem
uma lista de casos em que apesar das evidências de crime pessoas foram
consideradas inocentes. Citem contra cada caso a lei e as evidências existentes
e que foram solenemente ignoradas. E depois exijam a liberdade de seus clientes
baseados no fato de que no Brasil na verdade não há lei. Ou seja, ha lei, mas os
usos e costumes colocaram as leis em desuso, portanto seus clientes não podem
ser condenados, aliás, nem sequer podem ser processados.
Atualmente
o país caminha célere para estabelecer a “dívida de sangue”. Os familiares de um
assassinado, como por exemplo, Celso Daniel poderiam matar os suspeitos da morte
do mesmo assim como do advogado Greenhalgh que ajudou a ocultar as provas e não
seriam sequer inquiridos na justiça, pois a lei que cobriria o assunto não esta
em vigor de uma forma generalizada.
Quanto
à lei do porte de armas?Esqueçam!
Na prática é suicídio não portar armas.Um desafeto ou um bandido pode matá-lo. A lei não funciona para os
portadores de AK-47 e AR-15. Portanto a lei é letra morta.
E
da próxima vez que o fiscal adentrar seu comércio para dar uma mordida não se
esqueça de pedir recibo para contabilizar. Seus acionistas e sócios querem saber
o que você faz com este dinheiro e vale mais a opinião deles do que a lei. O
fiscal que dê um jeito com os seus para não sofrer sanções.
Comentários (5) por: Anonimo To Fora Byron (niterói-rj-br) Cobra Cuspidêra O Magu-sp
21/11/2008 às 09:19:00h Há 6 anos
www.sponholz.arq.br
Editado por Adriana Vandoni
Comentários (9) por: Byron (niterói-rj-br) O Magu-sp Byron (niterói-rj-br) O Magu-sp Byron (niterói-rj-br) O Magu-sp Anonimo Calvin O Magu-sp
21/11/2008 às 08:30:00h Felizmente não deu certo
(Giulio Sanmartini) O
melhor negócio do país passou a ser o peculato, abusa-se impunemente da
confiança pública. Agora, amparado pelo governo, queria se perdoar através de
Medida Provisória (MP) bilhões R$ (Reais), gastos criminosamente pelas
organizações filantrópicas, que mais se assemelham acovis.
Mas
o Planalto acabou por dar um tiro no pé com a MP 446, ao anistiar impostos em
favor de mais de 2 mil entidades filantrópicas – entre elas muitas pilantrópicas
– pendentes de documentações e campeãs no rol de irregularidades. O caso deu
sobrevida à natimorta CPI das ONGs, prorrogada para março. E abriu crise no
Congresso, porque o presidente do Senado, Garibaldi Alves, devolveu ontem a MP
ao Planalto.
O
mentor da CPI, senador Héraclito Fortes (foto), conversou ontem com Patrus
Ananias, ministro do Desenvolvimento Social. Pediu que a lista venha a público.
Nada feito. Fortes adiantou à coluna que há um levantamento prévio da assessoria
técnica da Casa. "Essa anistia chegará a R$ 7 bilhões de sonegação por
ano".
Segundo
Heráclito, o levantamento prévio feito pela assessoria técnica do Senado "já
chegou ao valor de R$ 5 bilhões" que a Receita perderá por ano com isenção de
PIS, Cofins e outros tributos com estas entidades.
21/11/2008 às 07:30:00h Quando não precisa é “milico”...
(Giulio Sanmartini) Nessa
última terça feira (18) no artigo “Destruíram as Forças Amadas”, denunciei a
forma lamentável de penúria a que estas foram levadas, pelos governos civis. Mas
agora que a dengue começa, como todos os anos, a fazer sua aparição e a elas que
se recorre.
O
Ministério da Defesa participará da ação de combate à dengue deste ano com 2.321
militares que vão atuar em todo o país em 2008. A informação foi dada nesta
quinta-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao divulgar o Levantamento
Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Serão disponibilizados
201 militares da Marinha, 1.850 do Exército e 270 da Aeronáutica que combaterão
os focos do mosquito transmissor da dengue em dez estados brasileiros.
No
Acre, 50 deles começam a trabalhar amanhã. Em mais nove estados – do Rio de
Janeiro; Bahia; Pará; Minas Gerais; Amazonas; Pernambuco; Ceará; Sergipe e
Alagoas – os militares estarão disponíveis e serão acionados quando e para onde
o ministério da saúde indicar.
Os
militares serão treinados para inspecionar locais com risco de proliferação das
larvas do Aedes aegypti e para orientações à população. O objetivo é capacitar,
antecipadamente, os militares que estarão aptos a agir, em caso de necessidade,
de forma imediata. Antes os militares eram treinados após a demanda e levavam em
torno de 15 dias para estar qualificados.
-
A idéia é termos equipes em alerta para, em 24 horas, estarmos no local. Temos
capacidade logística por intermédio da Força Aérea [Força Aérea Brasileira -
FAB] - salientou o ministro Nelson Jobim.
(*)
Foto: A Guerra da Dengue, Hospital de Campanha.
21/11/2008 às 06:30:00h Cassa, descassa. Cassa, descassa...
(Adriana Vandoni) O TSE cassou, na noite de ontem (20), o mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e de seu vice, José Lacerda Neto. Por unanimidade, os ministros negaram recurso protocolado pela defesa do tucano contra decisão da Justiça eleitoral da Paraíba, que em julho de 2007 já havia cassado o mandato de Cunha Lima, mas se mantinha no cargo por força de uma liminar concedida pelo próprio TSE.
Cunha Lima é acusado de ter distribuído 35 mil cheques a cidadãos carentes durante a campanha eleitoral de 2006, totalizando cerca de R$ 4 milhões, através de um programa assistencial do governo estadual.
Mas... Ainda cabe recurso contra a decisão no próprio TSE.
Editado por Adriana Vandoni
Comentários (11) por: Byron (niterói-rj-br) Beth Volk O Magu-sp Beth Volk O Magu-sp Byron (niterói-rj-br) Beth Volk Byron (niterói-rj-br) O Magu-sp Beth Volk Léo
20/11/2008 às 21:15:00h O cumpanheiro quer dar calote no povo brasileiro
E aí, como fica a cara dos “cumpanheiros” brasileiros, já que alguns sempre defenderam essas atitudes dos vizinhos. O BNDES corre o risco de levar calote porque o governo agiu como cordeirinho. Como disse um historiador gaúcho, se Lula fosse presidente na época que o Brasil ainda definia suas fronteiras, possivelmente Santa Catarina seria argentina e o Acre boliviano.
Lula
foi 'a Inglaterra e na sala do Tony Blair viu um telefone azul. Perguntou para
que era. Blair explicou que era para falar com Deus.
Lua
pediu para telefonar e aceitou pagar a ligação. Falou com Deus durante meia
hora, contou tudo sobre as bolsas etc. e pediu que Deus mantivesse limpinha sua
mesa para quando ele chegasse para assumir. Pagou a conta de US$
130,00.
Meses
depois Lula estava na sala de Bush. Mesma coisa. Falou 30 minutos, falou da
perfeição do saúde no Brasil, e novamente falou que quando ele chegasse dentro
de uns 35 anos assumiria e Deus poderia descansar. Pagou a conta de US$
130,00.
Tempos
depois Lula no Vaticano viu o mesmo telefone azul. Pediu para usar, contou do
tremendo agribusiness que havia pessoalmente gerado no Brasil e novamente pediu
que Deus tivesse paciência, que dento de 35 anos poderia descansar que Lula
assumiria. O preço da ligação foi de apenas US$ 5,00, pois em Tel-Aviv e Roma
estas ligações não são internacionais.
O
problema foi que na manhã seguinte o Papa mandou chamar o Lula urgentemente e
disse:
-
Lula, precisamos saber que tipo de flores te agradam? Tens preferência por
cremação ou enterro? Onde queres ser enterrado? Aqui? Em Brasília? Em São
Bernardo? Em Garanhuns?
E
Lula - para que tudo isso seu Papa? Por que este interesse súbito no meu futuro
enterro? Eu ainda pretendo viver uns bons 35 anos!
E
o Papa - Lula, o Patrão Velho lá de Cima me ligou esta manhã. Diz que vem uma
crise econômica braba pelo mundo e ele acha que está na hora de se aposentar.
Por isto mandou preparar tudo para você assumir. Não há mais muito tempo.
Precisamos destes dados.
Comentários (14) por: Byron (niterói-rj-br) Luizinho O Magu-sp Byron (niterói-rj-br) O Magu-sp Luizinho RÔ-litoral Ralph J. RÔ-litoral Ralph J. Byron (niterói-rj-br)
20/11/2008 às 17:30:00h Quanto mais se muda, mais fica a mesma coisa
(Giulio Sanmartini) A bem da verdade os ministros que deixarão o cargo para se candidatar, pouco farão falta.
É o caso da todo poderosa Dilma Rousseff, da Casa Civil, mas mãe de um PAC paralítico, pretensa candidata a sucessão presidencial. O confusionista ministro da Justiça, Tarso Genro, que não encontrando acolhida para seu desejo no Palácio do Planalto concorrerá ao governo do Rio Grande do Sul.
O governo de Minas Gerais espera a disputa inicial de Patrus Ananias, gestor da Bolsa Família e Hélio Costa das Comunicações para saber qual será o candidatoungido pelo governo. O ministro dos esportes Orlando Dias deseja disputar pela primeira vez um cargo eletivo, certamente para não perder a boquinha da tapioca paga com o cartão corporativo.
Nesse balaio de incompetências e inutilidades, tem lugar de honra o próprio presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que passa mais tempo fazendo turismo que sentado em seu gabinete trabalhando.
De abril a dezembro de 2010, Lula “governará” (é ver para crer) com uma equipe de secretários-executivos, já prevêem assessores. São funcionários de carreira da administração federal e apadrinhados do Planalto e de partidos da base aliada que já trabalham nas ações e projetos tocados pelo governo.
(*) Foto: o mastodôntico ministério do segundo “reinado” de Lula.
Comentários (6) por: Anhanguera Tatuapé O Magu-sp Zé do Coco Sergio Custodio O Magu-sp Sergio Custodio
20/11/2008 às 16:30:00h Pois é, né?
Quando saiu a notícia de que o governador de Rondonia, Ivo Cassol, havia sido cassado peloTribunal Regional Eleitoral de Rondônia, não dei muita ênfase na notícia. Recebi mensagens de leitores me cobrando uma cobertura maior e até a comemoração pela cassação.
Só queria poupar o fígado dos leitores p&p. Quando se trata de condenação por crime no Brasil, nada é definitivo ou sério. Taí, o TSE cassou a cassação de Cassol.
Também com um currículo como o dele, veja, ele é acusado de compra de votos, abuso de poder econômico, de usar a Polícia Civil do Estado para coagir testemunhas que deporiam contra ele, enfim, com uma ficha dessas, a última instância é sempre a próxima, ele pode recorrer até a Deus.
Editado por Adriana Vandoni
Comentários (15) por: O Magu-sp Luizinho Marreta O Magu-sp Cobra Cuspidêra Catarina Marreta Sérgio W. Annibal Byron (niterói-rj-br) RÔ-litoral Byron (niterói-rj-br)